Sete meses sem postagens? É isso produção? SETE MESES?
Sim, confere, são sete meses que eu não posto no site. Criei, escrevi algumas coisas sem sentido e não postei mais.
Dizer que abandonei é mentira, pois tenho vários posts inacabados no meu PC. Posts que comecei com a fúria de uma doutoranda mal interpretada e mal compreendida pela família e amigos, mas que não tinham nada a acrescentar a não ser mágoa e ressentimento. Posts que tinham um bom conteúdo, que falavam sobre a valorização (ou desvalorização) do pós-graduando no Brasil, sobre o valor das bolsas e a nossa colocação nas universidades, mas que acabaram inacabados por não serem prioridade na minha agenda (infelizmente).
De qualquer forma o blog não foi esquecido e engavetado, apenas estava um tantinho esquecido no fundo da gaveta, junto com aqueles mangás velhos que são ótimos, mas a gente acaba esquecendo que tem (sim, eu leio mangás).
E como todos que me conhecem sabem, há seis meses eu me tornei professora auxiliar nos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil na UniRitter em Porto Alegre – RS, então as coisas ficaram um tanto turbulentas. Porém tudo está voltanto aos eixos pouco a pouco…
E aí que vem o segundo assunto do post: PONTES (e uma pontinha de orgulho)
Na semana passada meus alunos (curso de Engenharia Civil – UniRitter) romperam suas pontes de madeira balsa que fizeram parte da disciplina de Teoria das Estruturas (4º semestre). A execução e o ensaio da ponte fez parte do trabalho em grupo da disciplina, o qual foi complementado por dois relatórios: o primeiro tratava do projeto e memorial de cálculo (com os quantitativos) da ponte a ser construída e o segundo (redigido após o ensaio de ruptura) consistia em uma análise das causas da ruptura da ponte.
Como a turma é pequena tivemos apenas três pontes para o ensaio, mas os alunos trabalharam muito bem e estiveram muito envolvidos com a construção da ponte.
A ponte que suportou mais carga chegou à 71,3 kg e a segunda suportou 45,4 kg (os valores quebrados se devem ao peso do gancho de carga). O outro grupo teve alguns problemas construtivos e suportou somente o gancho de carga (1,3 kg ), mas certamente serviu de aprendizado para eles.
O ensaio foi bem emocionante e o primeiro grupo ficou muito surpreso por ver a ponte suportar mais do que eles imaginavam, valeu muito a pena ter feito este trabalho com eles e eles certamente concordam comigo, até porque os comentários que teceram durante o ensaio foram que este foi o trabalho “mais legal” que eles fizeram no curso até então, o que me deixou realmente feliz.
Assim, dar aulas pode até atrasar o doutorado um pouco (ou muito), mas pode ser muito gratificante




![Imagem0171[1]](http://vidadedoutoranda.files.wordpress.com/2012/02/imagem017112.jpg?w=300&h=225)

